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Brasil

Cacique Raoni melhora e passa a se alimentar por via oral, diz boletim médico

Líder indígena de 93 anos, internado desde fevereiro, está consciente e sem suporte respiratório.

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Redação Biscoitei
13 de julho de 2026, 06:09 2 min de leitura
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Cacique Raoni melhora e passa a se alimentar por via oral, diz boletim médico
Foto: Reprodução/og:image

O cacique Raoni Metuktire, líder histórico da tribo Kayapó e ícone global da luta ambiental, apresentou melhora significativa em seu quadro clínico, segundo boletim médico divulgado em 12 de maio de 2024. Com 93 anos, ele passou a aceitar alimentação por via oral e apresenta função renal estável, sem necessidade de suporte respiratório, permanecendo consciente e respondendo a comandos.

O líder indígena, internado desde fevereiro no Hospital São Paulo (HSP/Unifesp), enfrentava complicações renais e cardíacas que geraram preocupação internacional. A equipe médica multidisciplinar, que monitora seu estado diariamente, apontou evolução positiva nos exames de função renal e na capacidade de ingestão oral de alimentos, sinalizando redução na dependência de tratamentos invasivos.

Segundo o G1, Raoni mantém sua consciência plena e não apresenta sinais de instabilidade hemodinâmica, o que representa um avanço crucial após meses de internação. A recuperação do cacique reacende o debate sobre o acesso à saúde especializada para povos indígenas no Brasil, que muitas vezes precisam viajar longas distâncias para receber cuidados adequados.

A situação de Raoni reflete desafios comuns enfrentados por comunidades indígenas em todo o país, incluindo aquelas em Goiás, como os Krahô e os Kadiwéu, que enfrentam dificuldades para acessar hospitais de referência com estrutura para tratamentos complexos. Muitas vezes, a falta de transporte, tradutores e profissionais treinados em culturas indígenas atrasa diagnósticos e agravam quadros clínicos.

A melhora do cacique, após meses de cuidados intensivos, é vista por ativistas como um símbolo de resistência e esperança. Seu caso, amplamente divulgado pela mídia internacional, tornou-se um ponto de pressão para políticas públicas que garantam atenção médica diferenciada e respeitosa aos povos originários, especialmente em regiões com baixa infraestrutura de saúde.

A recuperação de Raoni não é apenas um avanço clínico, mas um chamado para ampliar o acesso à saúde de qualidade para todos os povos indígenas, independentemente de sua localização geográfica.

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