No último sábado (28), durante a apresentação da Paixão de Cristo em Sapiranga (RS), uma cadela de raça indefinida surpreendeu os espectadores ao subir ao palco e chegar perto do ator que fazia o papel de Jesus no momento da flagelação. O momento, registrado em vídeo, viralizou nas redes sociais.
Após a apresentação, o animal foi adotado por uma nova família, mas a ampla repercussão gerou uma disputa pela guarda com indivíduos que se apresentaram como antigos tutores.
A inesperada aparição da cadela durante o momento mais solene da encenação causou comoção entre os espectadores, que registraram a cena em seus celulares. O ator, mantendo a personagem, não se desconcertou e continuou a representação, enquanto o animal circulava pelo palco como se participasse da narrativa.
O vídeo rapidamente se espalhou, transformando a cachorrinha em uma celebridade instantânea nas plataformas digitais.
Segundo o G1, após o espetáculo, a cadela foi acolhida por uma família da região, que a batizou de 'Maria'. No entanto, a visibilidade do caso atraiu pelo menos duas pessoas que se declararam donos anteriores do animal, iniciando uma batalha pela sua posse que já envolve discussões jurídicas e emocionais.
Em Goiás, onde a Paixão de Cristo é encenada tradicionalmente em cidades como Goiânia, Anápolis e Trindade, o episódio gerou simpatia e reflexões. Embora não haja registros de incidentes similares no estado, a presença de animais em eventos ao ar livre não é incomum, e organizadores locais afirmam que a segurança e o controle de acesso são prioridades para evitar interferências não planejadas.
O caso demonstra como um imprevisto em uma representação religiosa pode capturar a atenção nacional e levantar questões sobre posse de animais e a relação entre fé e cultura popular. A disputa pela cachorra também reflete o poder das redes sociais em transformar vidas comuns em temas de debate público.