Na noite de domingo, 5 de julho, uma briga generalizada entre adolescentes interrompeu a comemoração de torcedores na Praça Melo Peixoto, em Ourinhos (SP), logo após o término da partida entre Brasil e Noruega na Copa do Mundo. A confusão mobilizou Guarda Civil Municipal e Polícia Militar, sem registros de feridos graves, mas com forte impacto na ordem pública no centro da cidade.
Segundo o G1, os confrontos ocorreram principalmente na região dos banheiros da praça, onde grupos de jovens se enfrentaram em meio à aglomeração de torcedores. A Guarda Civil Municipal foi chamada em escala emergencial e, junto com a PM, conseguiu dispersar os envolvidos sem necessidade de prisões. A transmissão do jogo havia atraído centenas de pessoas ao local, que foi montado como ponto de celebração pela prefeitura.
O incidente em Ourinhos reacende o debate sobre a segurança em eventos esportivos coletivos, especialmente em praças públicas. Em Goiânia, onde aglomerações semelhantes ocorrem após jogos da seleção — como na Praça Cívica e no Parque da Cidade — a Secretaria de Segurança Pública já reforçou o patrulhamento em finais de semana com jogos da Copa. A GCM da capital aumentou a presença de agentes em pontos estratégicos, com apoio de câmeras de monitoramento e equipes móveis.
Conforme apurou o G1, o uso de espaços públicos para torcidas coletivas tem se tornado comum no Brasil desde a última Copa do Mundo, mas a falta de planejamento logístico e de controle de acesso pode gerar situações de risco. Em 2022, cidades como Campinas e São Paulo registraram episódios semelhantes, levando à adoção de protocolos mais rígidos, como limitação de venda de bebidas alcoólicas e aumento da vigilância por drones.
Em Goiás, a Prefeitura de Goiânia já adotou medidas preventivas: parcerias com a PM para patrulhamento preventivo, sinalização de áreas de risco e campanhas de conscientização nas redes sociais. A estratégia busca equilibrar a festa popular com a segurança, evitando que celebrações se transformem em cenários de violência. Ainda não houve incidentes graves na capital, mas a vigilância permanece elevada até o fim da competição.
Enquanto torcidas celebram a seleção em praças públicas, a gestão da segurança pública se torna peça-chave para garantir que a paixão pelo futebol não se transforme em caos. Em Goiânia, a experiência de eventos anteriores orienta ações mais proativas.