A defesa de Mary Hellen Coelho Silva, 25, presa na Tailândia desde 2022 acusada de tráfico internacional de cocaína, informou que enfrenta sérias dificuldades para manter contato com a cliente desde o início de 2024. Segundo os advogados, a comunicação direta com a acusada no país asiático se tornou praticamente inexistente, o que prejudica o acompanhamento do caso. A situação levanta questionamentos sobre a atuação do consulado brasileiro na região.
Nascida em Pouso Alegre (MG), Mary Hellen foi detida em 2022 acusada de envolvimento no tráfico de cocaína para o exterior. Sua defesa, comandada por uma advogada não identificada, vinha mantendo contato regular até o início de 2024, quando as comunicações começaram a falhar drasticamente. A ausência de informações atualizadas sobre seu estado e condições de detenção gera apreensão entre os responsáveis pelo processo.
Conforme apurou o G1, os esforços para estabelecer comunicação com a acusada na Tailândia têm sido frustrados, com chamadas e correspondências sem resposta. A defesa relatou que as tentativas de comunicação se tornaram raras e ineficazes, o que compromete a estratégia de defesa e o monitoramento de possíveis violações de direitos. A situação preocupa os advogados, que temem pela integridade física e psicológica da cliente.
O caso destaca os desafios enfrentados por brasileiros detidos no exterior, onde a atuação do consulado é crucial para garantir direitos básicos. O Itamaraty, consultado pela reportagem, não se pronunciou sobre o caso específico, mas reiterou que oferece assistência consular a cidadãos em situações de prisão no exterior, dentro dos limites da legislação local. A assistência consular geralmente inclui visitas periódicas, auxílio na comunicação com familiares e monitoramento das condições de detenção.
Para goianos que viajam ou residem no exterior, o episódio serve como alerta sobre a importância de conhecer os protocolos de assistência consular. Apesar de não haver registros públicos de casos idênticos em Goiás, situações envolvendo cidadãos do estado em prisões no exterior já exigiram intervenção do consulado brasileiro, demonstrando a complexidade desses processos. A experiência de Mary Hellen reforça a necessidade de que os viajantes estejam cientes dos riscos legais em outros países e dos canais de apoio disponíveis. A dificuldade de contato com Mary Hellen reforça a necessidade de maior transparência e eficiência na assistência consular, um direito fundamental de todos os brasileiros no exterior.