O governo brasileiro anunciou a preparação de uma nova fase de assistência humanitária à Venezuela, após os terremotos de fevereiro de 2024 que deixaram mais de 3.800 mortos. A ação, coordenada pelo Itamaraty e agências da ONU, inclui reconstrução de infraestrutura e suporte a centros de saúde, ampliando o apoio já prestado por equipes da Defesa Civil e da Força Aérea Brasileira.
A nova etapa da ajuda, definida em reunião realizada em 9 de abril, busca ir além do socorro imediato e focar na recuperação de serviços essenciais, como abastecimento de água, energia e atendimento médico. O Brasil já enviou tendas, insumos e equipes médicas nos primeiros dias após os tremores, conforme relatos de autoridades venezuelanas e documentos internos do governo federal.
Segundo o G1, a logística da operação será aprimorada com parcerias com a ONU e organizações não governamentais, garantindo que os recursos cheguem a regiões isoladas como Zulia e Mérida. A cooperação brasileira tem sido elogiada por sua rapidez e foco em necessidades reais, diferentemente de outras iniciativas regionais que enfrentam burocracias prolongadas.
Goiás já participou de missões internacionais de resgate, como a enviada ao Haiti após o terremoto de 2010, quando profissionais da saúde pública de Goiânia atuaram em hospitais de campanha. A rede estadual de saúde possui equipes treinadas para emergências e já participou de exercícios de simulação com a Força Nacional e o Exército, mas ainda não há um programa formal de preparação para missões humanitárias internacionais.
Especialistas em gestão de emergências apontam que Goiás poderia se tornar um polo de treinamento para profissionais de saúde e resgate destinados a operações no exterior. A existência de centros de treinamento da Defesa Civil no estado, aliada à experiência de hospitais como o Hospital de Base, oferece base técnica para essa ampliação, ainda não aproveitada plenamente.
A nova fase de ajuda à Venezuela reforça o papel do Brasil como ator humanitário na região. Para Goiás, o momento é de reflexão: como transformar experiência acumulada em capacidade estruturada para futuras missões internacionais.