O governo brasileiro formalizou notificação aos Estados Unidos iniciando o processo para aplicação de medidas retaliatórias ao aumento de tarifas imposto pelos americanos. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, classificou a ação como reciprocidade, não retaliação.
A notificação entregue às autoridades americanas marca o início do procedimento previsto na legislação comercial brasileira para responder a barreiras consideradas unilaterais. Segundo reportagem do G1, o governo avalia uma lista de produtos que poderão ter alíquotas elevadas, mas os itens ainda não foram divulgados.
Em declaração pública, Márcio Elias Rosa disse que a reciprocidade é instrumento legítimo do direito internacional e não constitui ofensa nem retaliação. O ministro reforçou que a relação bilateral é complexa e envolve múltiplas frentes de negociação além da pauta tarifária.
O tarifaço norte-americano, anunciado nas últimas semanas, atinge setores como aço, alumínio e derivados, com impacto direto na pauta de exportação brasileira. A resposta do Brasil segue rito burocrático que inclui consulta pública e análise de impacto antes da publicação de eventual decreto.
A medida sinaliza que o Brasil pretende usar os mecanismos legais disponíveis para proteger sua indústria, mantendo aberta a via diplomática para resolver o impasse.
O governo avança na via administrativa para resguardar interesses comerciais, sem fechar as portas do diálogo com Washington.