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Goiânia

Brasil nega vistos a enviados dos EUA que questionariam urnas eletrônicas

Decisão do Itamaraty ocorre às vésperas da eleição presidencial de outubro e gera debate sobre soberania nacional

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Redação Biscoitei
25 de julho de 2026, 18:00 2 min de leitura
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Brasil nega vistos a enviados dos EUA que questionariam urnas eletrônicas
Foto: Reprodução/tribunadoplanalto.com.br

O governo brasileiro negou vistos de entrada a dois funcionários do Departamento de Estado norte-americano que pretendiam vir a Brasília para contestar a integridade das urnas eletrônicas. A medida foi confirmada neste sábado pelo Ministério das Relações Exteriores.

Entre os nomes citados está Riley Barnes, secretário-assistente para o Hemisfério Ocidental. O segundo oficial não teve a identidade completa divulgada. A viagem estava prevista para as semanas que antecedem o primeiro turno de outubro, quando mais de 150 milhões de eleitores vão às urnas.

Segundo reportagem do Tribuna do Planalto, a recusa baseia-se na prerrogativa soberana de controle de fronteiras e na avaliação de que a presença dos enviados configuraria interferência indevida no processo eleitoral interno. O Itamaraty não detalhou os fundamentos jurídicos específicos da negativa.

Especialistas da Universidade Federal de Goiás ouvidos pela reportagem avaliam que o episódio reforça a autonomia das instituições brasileiras na condução do pleito. Para a professora de Direito Eleitoral Maria Clara Ferreira, a decisão sinaliza maturidade democrática ao rejeitar pressões externas sobre sistema auditado por múltiplas entidades nacionais e internacionais.

Em 2022, questionamentos semelhantes vindos do exterior foram rechaçados pelo Tribunal Superior Eleitoral, que apresentou relatórios técnicos e convidou observadores credenciados a acompanhar todas as etapas da votação. A atual negativa de vistos segue a mesma linha de proteger a integridade do processo sem abrir precedentes para ingerência.

O episódio deve pautar as relações bilaterais nas próximas semanas, enquanto o calendário eleitoral avança para as convenções partidárias de agosto.

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