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Brasil

Botão do Pânico no Amapá inspira discussão sobre adoção em Goiânia

Dispositivo integrado à tornozeleira do agressor reduz tempo de socorro; Goiás já usa monitoramento, mas sem botão para vítimas.

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Redação Biscoitei
05 de abril de 2026, 11:31 2 min de leitura
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Botão do Pânico no Amapá inspira discussão sobre adoção em Goiânia

O Botão do Pânico, dispositivo de segurança usado no Amapá há três anos, protege mulheres com medida protetiva ao se conectar à tornozeleira eletrônica do agressor. A tecnologia, que aciona a polícia via GPS em situações de risco, levanta a questão de sua implementação em Goiânia, onde o estado de Goiás monitora agressores desde 2021, mas sem o componente de emergência para vítimas.

O sistema funciona por meio de um aparelho portátil entregue à mulher em situação de violência doméstica que possui medida protetiva. Ao sentir-se em perigo, ela aciona manualmente o botão, que envia um sinal de emergência à Central de Monitoramento Eletrônico (CME) da Polícia Penal do Amapá. A central, então, identifica a localização exata da vítima e do agressor via GPS e aciona as forças de segurança para intervenção imediata.

Segundo o G1, a integração com a tornozeleira do agressor permite que a polícia rastreie ambos em tempo real, aumentando a eficácia do socorro. A iniciativa, implementada há três anos em Macapá, visa encurtar a distância entre a vítima e a ajuda, atuando como um complemento às medidas protetivas judiciais.

Em Goiás, o monitoramento eletrônico de agressores com tornozeleiras começou em 2021, mas o modelo atual não inclui um dispositivo de emergência para as vítimas. O sistema goiano, gerido pela Secretaria de Segurança Pública, foca apenas no acompanhamento do agressor, sem um canal direto de alerta para quem está sob risco.

A possibilidade de adotar o Botão do Pânico em Goiânia já é tema de debates entre especialistas em segurança e defensores dos direitos das mulheres. A cidade, que registra altos índices de violência doméstica, poderia se beneficiar da tecnologia, desde que haja investimentos em infraestrutura e políticas públicas específicas.

A experiência amapaense mostra que a integração tecnológica pode salvar vidas, e Goiânia tem a oportunidade de adaptar o sistema ao seu contexto, mas a implementação depende de decisões políticas e alocação de recursos.

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