O Corpo de Bombeiros Militar de Goiás está estruturando brigadas civis compostas por moradores locais para atuar no combate a incêndios. A corporação destina mais de R$ 70 milhões à iniciativa, que prevê remuneração de até R$ 3,5 mil mensais aos participantes. A medida antecipa o período de maior risco de queimadas no estado.
As brigadas serão formadas por voluntários das próprias comunidades, treinados e equipados pela corporação para atuar em áreas de difícil acesso e dar resposta rápida aos focos de fogo. Segundo reportagem do Jornal Opção, o investimento contempla capacitação, equipamentos de proteção individual, veículos e estrutura de comunicação.
O modelo prevê que os brigadistas recebam bolsa mensal durante o período de maior incidência de incêndios, geralmente entre junho e outubro. O valor de até R$ 3,5 mil varia conforme a carga horária e a função exercida na equipe, com prioridade para moradores de regiões historicamente mais afetadas.
Nos últimos anos, Goiás registrou aumento expressivo de focos de calor no Cerrado, bioma que cobre a maior parte do território estadual. A estratégia de brigadas civis já foi testada em projetos-piloto em municípios do norte goiano, com resultados positivos na redução do tempo de resposta inicial.
A corporação também adquiriu novas viaturas de combate a incêndio florestal e ampliou a frota de aeronaves disponíveis para apoio aéreo. Os recursos fazem parte de um plano plurianual de prevenção que integra monitoramento por satélite, aceiros mecânicos e campanhas educativas em escolas e propriedades rurais.
A expansão das brigadas civis representa a principal aposta do estado para conter o avanço do fogo no Cerrado goiano neste ano. A estruturação de equipes locais com remuneração fixa busca garantir presença contínua nas áreas de risco.