Uma startup pernambucana desenvolveu um biogel à base de algas que promete revolucionar o combate a incêndios florestais no Cerrado goiano, onde as queimadas se multiplicaram nos últimos anos.
O produto, que reduz drasticamente o consumo de água, chega em um momento crítico de secas prolongadas na região.
O biogel, criado por uma startup de Pernambuco, é composto por substâncias extraídas de algas que formam uma camada protetora sobre o material combustível.
Essa barreira impede a propagação das chamas e, ao mesmo tempo, umedece o solo, diminuindo a necessidade de grandes volumes de água no combate.
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) aponta que as áreas queimadas na América do Sul multiplicaram-se por 30 entre 2024 e 2025.
Esse cenário alarmante tem impulsionado a busca por soluções inovadoras como a desenvolvida no Nordeste brasileiro.
Em Goiás, onde o Cerrado é predominante e incêndios são comuns especialmente nas proximidades de Goiânia, a tecnologia encontra aplicação estratégica.
A redução no consumo de água é um atrativo significativo para produtores rurais, que enfrentam secas recorrentes e restrições hídricas.
A startup prevê adaptar o produto às condições específicas do cerrado goiano, como a vegetação densa e o clima seco.
Parcerias com órgãos ambientais e cooperativas locais estão sendo negociadas para testes em campo ainda este ano.
A inovação oferece uma ferramenta promissora para mitigar os devastadores incêndios no Centro-Oeste, aliando preservação ambiental e eficiência no uso de recursos.