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Brasil

Bahia tem 144 mil diagnosticados com autismo e ocupa 4ª posição no país

Estado fica atrás apenas de SP, MG e RJ; em Goiânia, a demanda por serviços especializados também preocupa.

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Redação Biscoitei
02 de abril de 2026, 07:20 2 min de leitura
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Bahia tem 144 mil diagnosticados com autismo e ocupa 4ª posição no país

A Bahia ocupa o quarto lugar entre os estados brasileiros com maior número de pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), totalizando 144.928 indivíduos, segundo o Censo Demográfico do IBGE de 2022. Salvador é a cidade com o maior número de casos no estado, seguida por Feira de Santana e Vitória da Conquista. Os dados apontam para a necessidade urgente de ampliação da rede de atendimento especializado na região.

De acordo com o Censo do IBGE, a Bahia supera estados como Rio Grande do Sul e Paraná, que aparecem em quinto e sexto lugares, respectivamente. A concentração de diagnosticados nas três maiores cidades do estado reflete a disponibilidade de serviços especializados, mas também indica uma demanda reprimida em outras regiões. Isso sugere que a distribuição geográfica dos atendimentos ainda é desigual, com maior oferta nos centros urbanos mais populosos.

Conforme apurou o G1, a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia reconhece a necessidade de expandir a rede de atendimento, especialmente em áreas com menor cobertura. A Associação Brasileira de Autismo (ABRA) reforça que o aumento no número de diagnósticos exige políticas públicas integradas. Sem investimentos, muitas famílias continuam sem acesso a terapias essenciais.

Em Goiás, a situação não é diferente. Embora o estado não apareça entre os quatro primeiros no ranking nacional, a prevalência do TEA também é significativa, com estimativas que apontam para milhares de casos em Goiânia. A capital goiana enfrenta desafios na oferta de serviços em regiões periféricas, onde a demanda por avaliação e terapia é alta. A ABRA alerta que a falta de estrutura afeta o desenvolvimento das crianças e o bem-estar das famílias.

O crescimento no número de diagnósticos no Brasil nas últimas décadas está relacionado à maior conscientização e à melhoria nos critérios de identificação do TEA. No entanto, a oferta de serviços especializados ainda não acompanha essa demanda, levando a longas filas de espera e dificuldade de acesso, especialmente no Sistema Único de Saúde (SUS). A situação exige ações coordenadas entre governos federal, estaduais e municipais.

A ampliação de serviços especializados para o autismo é urgente tanto na Bahia quanto em Goiás, garantindo diagnóstico precoce e tratamento adequado. A integração entre estados e municípios é essencial para reduzir desigualdades no atendimento.

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