A Avenida do Contorno de Montes Claros, em Minas Gerais, está em fase final de construção e deve ser entregue em 2025, transformando radicalmente a mobilidade urbana da cidade. A obra, que liga a região sul à oeste, conecta pontos estratégicos como o Complexo Universitário da UEMG, o Fórum Gonçalves Chaves e a Ponte Augusta Mota, que unirá os bairros Ibituruna e Morada do Sol Solon Queiroz.
Com investimento de R$ 420 milhões, a avenida é considerada o maior projeto de mobilidade da história de Montes Claros. A Ponte Augusta Mota, parte central da obra, deve reduzir em até 40% o tempo de deslocamento entre áreas antes isoladas pelo trânsito caótico. A nova via também alivia a pressão sobre as principais avenidas centrais, como a Avenida Getúlio Vargas, que hoje enfrenta congestionamentos diários.
Segundo o G1, a obra foi planejada com base em estudos de fluxo veicular e integração urbana, incluindo ciclovias, passeios largos e iluminação eficiente. A prefeitura destacou que a avenida não apenas desafoga o trânsito, mas também impulsiona o desenvolvimento econômico ao conectar hospitais, universidades e órgãos públicos. O projeto foi executado com parceria entre o município e o governo estadual, com supervisão da Secretaria de Transportes de Minas Gerais.
Enquanto Montes Claros avança com uma obra estrutural de contorno, Goiânia ainda luta para concretizar o anel viário sul — um projeto anunciado há mais de 15 anos e que sofre com atrasos, mudanças de planejamento e falta de investimento. A comparação entre as duas cidades revela uma diferença de escala e prioridade: enquanto a cidade mineira conclui uma obra que redefinirá sua mobilidade, a capital goiana ainda depende de soluções pontuais e temporárias para o caos no trânsito.
Para o goianiense, o exemplo de Montes Claros pode ser uma referência prática: uma avenida de contorno bem planejada não só reduz o tempo de deslocamento, mas também melhora a qualidade de vida, atrai investimentos e valoriza imóveis nas regiões ligadas. A ausência de um projeto semelhante em Goiânia mantém a cidade vulnerável a congestionamentos crônicos, especialmente nos horários de pico, e reforça a necessidade de um planejamento urbano mais ambicioso e consistente.
A Avenida do Contorno de Montes Claros mostra que grandes transformações na mobilidade são possíveis com planejamento e investimento. Para Goiânia, o caminho é claro: aguardar soluções fragmentadas ou adotar um modelo que já está funcionando em outras cidades.