O ativista Rafael Franco foi imobilizado com um golpe de mata-leão por um guarda civil municipal durante manifestação contra as obras da Marginal do Itanguá, na zona oeste de Sorocaba, na sexta-feira (9). O episódio foi registrado e o manifestante ficou detido por algumas horas antes de ser liberado.
A manifestação foi organizada pelo movimento Evolução Sustentável e Justiça Climática, que critica o projeto viário por riscos ambientais na região do Itanguá. Imagens que circulam nas redes mostram o momento em que o guarda aborda Franco por trás, aplica o estrangulamento e o conduz até uma viatura, enquanto outros manifestantes gritam para que ele solte o ativista.
Segundo reportagem do G1 Sorocaba e Jundiaí, a Guarda Civil Municipal informou que o agente agiu para conter uma suposta resistência, mas não detalhou qual conduta do manifestante motivou o uso da força. A corporação afirmou que o caso será apurado internamente.
O movimento organizador divulgou nota classificando a ação como truculenta e desproporcional, e protocolou representação no Ministério Público e na Corregedoria da GCM. Integrantes do coletivo relataram que a manifestação era pacífica até a abordagem.
A Marginal do Itanguá é alvo de disputa judicial e de audiências públicas desde 2023. Moradores e ambientalistas alegam que a obra compromete área de preservação permanente e nascentes que abastecem bairros da região oeste.
O vídeo reacende o debate sobre protocolos de uso de força por guardas municipais em manifestações, tema que já motiva projetos de lei em outras capitais para definir limites e mecanismos de fiscalização.