Na noite de terça-feira (31), dois coletivos foram queimados por criminosos armados no bairro Planalto, área oeste de Natal (RN). Os assaltantes renderam motoristas e passageiros, obrigando-os a desembarcar antes de atear fogo nos veículos, entre 20h30 e 21h.
Em resposta, as empresas de transporte removeram os demais veículos das ruas antes do horário usual.
Um dos ataques ocorreu no loteamento conhecido como Leningrado, onde os bandidos, após renderem os ocupantes, destruíram o veículo com gasolina ou outro combustível. A ação foi rápida e assustou a população local, que relatou cenas de pânico nas proximidades.
Conforme apurou o G1, a decisão das empresas de transporte de antecipar a retirada dos ônibus das ruas foi uma medida preventiva para evitar novos ataques.
Essa resposta imediata destacou a vulnerabilidade do sistema de transporte coletivo diante de ações criminosas organizadas.
A violência contra o transporte coletivo não é novidade em várias cidades brasileiras, mas a ousadia dos criminosos em Natal, em plena área urbana, preocupa autoridades e especialistas em segurança pública.
Em Goiânia, o episódio traz à tona a discussão sobre a existência e eficácia de protocolos de contingência similares.
A capital goiana possui um sistema de transporte público extenso, mas há questionamentos sobre a preparação para situações extremas, como a retirada preventiva de veículos ou o reforço da segurança em rotas específicas.
A ausência de planos claros poderia expor motoristas e passageiros a riscos maiores em caso de ataques, enquanto a implementação de medidas preventivas exige coordenação entre empresas, polícia e poder público municipal.
O caso de Natal serve como alerta para outras capitais, incluindo Goiânia, sobre a necessidade de aprimorar a segurança no transporte coletivo e preparar respostas ágeis para crises.