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Brasil

Arma que falhou salvou vida de empresária em tentativa de feminicídio em Minas

Ex-companheiro tentou atirar contra Susi Monteiro em Vespasiano, mas a arma enguiçou; ela credita sobrevivência a milagre.

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Redação Biscoitei
16 de julho de 2026, 21:33 2 min de leitura
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Arma que falhou salvou vida de empresária em tentativa de feminicídio em Minas
Foto: Reprodução/og:image

A trancista e empresária Susi Monteiro, de 40 anos, sobreviveu a uma tentativa de feminicídio em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, registrado na quarta-feira (15). O ex-companheiro dela tentou disparar uma arma de fogo contra a vítima, mas a arma falhou, impedindo que o projétil fosse disparado. Em relato posterior ao crime, Susi afirmou ter se visto morta durante a agressão e creditou sua sobrevivência a um milagre divino.

O caso ocorreu na quarta-feira (15) e ganhou repercussão após a vítima narrar publicamente o momento em que encarou a possibilidade de morte. Segundo reportagem do G1, o ex-companheiro de Susi se aproximou dela com uma arma de fogo, mas o mecanismo da arma falhou no momento em que ele tentou disparar o tiro. A falha mecânica foi o fator determinante para que o crime não se consumasse como feminicídio.

A Secretaria de Estado de Segurança Pública de Minas Gerais (SESP-MG) registrou a ocorrência como tentativa de feminicídio. O crime se enquadra nessa tipificação penal mais grave por envolver motivação relacionada ao gênero da vítima e por ter sido cometido por um ex-companheiro, condição prevista na legislação brasileira para qualificar o homicídio.

Em seu relato, Susi Monteiro descreveu a sensação de iminência da morte durante a agressão. A empresária afirmou que chegou a se ver morta e que atribui a sua sobrevivência a uma intervenção divina, classificando o desfecho como um milagre. O caso evidencia o grau de letalidade das agressões cometidas por parceiros ou ex-parceiros, recorrentes no cenário da violência doméstica no Brasil.

Situações como a vivida por Susi ocorrem em todo o país e motivam campanhas de prevenção à violência contra a mulher. No Brasil, o canal de denúncia gratuito 180, mantido pelo governo federal, atende 24 horas por dia e encaminha os relatos às autoridades competentes. A Central de Atendimento à Mulher também orienta vítimas sobre direitos, medidas protetivas e serviços de acolhimento disponíveis em cada estado.

A falha da arma evitou mais uma morte por feminicídio, crime que segue sendo uma das principais violações de direitos no país e que reforça a necessidade de canais de denúncia acessíveis para mulheres em situação de risco.

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