Dados consolidados mostram queda na área total atingida pelo fogo no Brasil em 2025. O Cerrado, que ocupa extensa faixa do território goiano, respondeu por 69% desse total, mantendo-se como o bioma mais afetado.
Segundo reportagem do G1, a redução foi interpretada por pesquisadores como sinal positivo, embora o patamar de queimadas continue elevado. A diminuição ocorre após anos de recordes sucessivos, mas não elimina a pressão sobre a vegetação nativa e as unidades de conservação.
Para Goiás, a dinâmica do fogo no Cerrado tem efeito direto na qualidade do ar das regiões metropolitanas e no estado de conservação de reservas como a Chapada dos Veadeiros e o Parque Nacional das Emas. Menos área queimada tende a reduzir episódios de fumaça densa e material particulado que afetam a saúde respiratória da população.
Especialistas ouvidos pela publicação alertam que a tendência de queda precisa ser sustentada por políticas de prevenção, monitoramento por satélite e capacidade de resposta rápida dos brigadistas. O estado tem investido em centrais de monitoramento e parcerias com o Ibama e o ICMBio, mas a extensão do bioma exige recursos contínuos.
A manutenção da redução depende também do manejo integrado do fogo em áreas de uso agropecuário, prática que ainda enfrenta resistência cultural e lacunas de fiscalização. O zoneamento ecológico-econômico goiano, em revisão, pode incorporar critérios mais rígidos para queimadas controladas.
A queda registrada em 2025 abre espaço para consolidar ganhos ambientais, desde que o poder público e o setor produtivo mantenham o foco na prevenção estruturada.