Pular para o conteúdo
Publicidade
Brasil

Aranhas 'joia' da Mata Atlântica são traficadas e ameaçam Cerrado em Goiás

Espécies raras com coloração metálica são alvo do comércio ilegal, e no estado o tráfico de animais silvestres do bioma local preocupa autoridades.

R
Redação Biscoitei
27 de março de 2026, 17:53 2 min de leitura
Compartilhar:
Aranhas 'joia' da Mata Atlântica são traficadas e ameaçam Cerrado em Goiás

Aranhas do gênero Typhochlaena, nativas da Mata Atlântica e conhecidas por sua aparência que lembra pedras preciosas, estão entre as espécies traficadas internacionalmente. A captura ilegal agrava o risco de extinção desses aracnídeos, já considerados raros. Em Goiás, o problema se estende ao Cerrado, com animais silvestres sendo alvo de redes criminosas em Goiânia.

As Typhochlaena são tarântulas arborícolas que se destacam pela coloração iridescente, variando entre tons azulados e verdes, o que as torna cobiçadas por colecionadores. Sua distribuição é restrita a remanescentes da Mata Atlântica, bioma que hoje guarda apenas cerca de 12% de sua cobertura original, segundo dados da Fundação SOS Mata Atlântica.

Segundo o G1, o tráfico internacional de animais exóticos movimenta milhões de dólares anualmente e o Brasil, apesar de ser signatário da CITES, enfrenta desafios no combate à ilegalidade. Espécies ameaçadas são frequentemente capturadas e enviadas para o exterior, onde são vendidas como animais de estimação ou para coleções particulares.

A perda de habitat e a coleta ilegal são fatores que aceleram a diminuição populacional dessas aranhas. Para cientistas, a combinação da exploração comercial com a já reduzida área de ocorrência pode levar à extinção em médio prazo, caso medidas de proteção não sejam intensificadas.

Em Goiás, o Cerrado também sofre com o tráfico de fauna silvestre. Conforme apurou o G1, em Goiânia há indícios de redes que comercializam ilegalmente aves, répteis e mamíferos típicos do bioma, além de espécies de outras regiões, como as aranhas 'joia'. O Ibama e o ICMBio realizam operações pontuais, mas a vasta extensão do estado dificulta a fiscalização.

A proteção dessas espécies exige não só o cumprimento de acordos internacionais, mas também ações locais para coibir o comércio ilegal, que ameaça a biodiversidade única do Brasil e de Goiás.

Compartilhar: