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Brasil

Após 50 anos, retorno à Lua pode abrir oportunidades para Goiás

Programa Artemis da NASA prevê missões a partir de 2025 e Estado, com polo tecnológico em Goiânia, se prepara para participar da nova corrida espacial.

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Redação Biscoitei
06 de abril de 2026, 22:57 2 min de leitura
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Após 50 anos, retorno à Lua pode abrir oportunidades para Goiás

A NASA planeja retomar missões tripuladas à Lua com o programa Artemis, após mais de 50 anos desde a última missão Apollo. A primeira missão orbital tripulada, Artemis II, está prevista para 2025, e o pouso, Artemis III, deve ocorrer em 2026. Esse novo ciclo espacial pode gerar oportunidades de pesquisa e desenvolvimento para Goiás, que possui um polo tecnológico em Goiânia com instituições como a UFG e o LNA.

A última vez que humanos pisaram na Lua foi em dezembro de 1972, durante a missão Apollo 17. O comandante Eugene Cernan foi o último a deixar a superfície lunar, encerrando uma era de exploração tripulada que teve seu ápice nos anos 1960 e 1970. Desde então, o satélite natural da Terra só recebeu visitas de robôs e orbitadores, enquanto a atenção das agências espaciais se voltou para outras prioridades.

O retorno à Lua está agora sendo retomado com o programa Artemis, da NASA, que prevê uma série de missões a partir de 2025. A Artemis II, prevista para o próximo ano, será um voo orbital tripulado ao redor da Lua, sem pouso, servindo de teste para a Artemis III, que deve levar astronautas à superfície. Conforme apurou o G1, a demora de mais de cinco décadas se explica por mudanças de prioridades políticas, cortes orçamentários e a necessidade de desenvolver tecnologias mais seguras e sustentáveis para estadias prolongadas no satélite.

O novo ciclo espacial pode beneficiar Goiás, que possui um polo tecnológico consolidado em Goiânia. Instituições como a Universidade Federal de Goiás (UFG) e o Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA) têm expertise em áreas como engenharia aeroespacial e astronomia, podendo contribuir com pesquisas e desenvolvimento de instrumentos para as missões lunares.

A indústria aeroespacial brasileira também pode ser impulsionada, com oportunidades para empresas de tecnologia e fabricação de componentes. Para o goianiense, isso significa a possibilidade de participação em projetos de grande escala, geração de empregos qualificados e fortalecimento da presença do Estado na fronteira científica global. Essa movimentação pode atrair investimentos e estimular parcerias entre universidades, empresas e agências espaciais.

O retorno à Lua não é apenas um feito histórico, mas também uma janela de oportunidades para Goiânia se consolidar como um hub de inovação aeroespacial no Brasil.

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