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Brasil

Anulação na Alerj pode alterar sucessão no Rio e levantar debates em Goiás

Decisão do TJRJ anulou sessão que elegeu Douglas Ruas; em Goiás, Alego também define linha sucessória estadual.

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Redação Biscoitei
30 de março de 2026, 02:04 2 min de leitura
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Anulação na Alerj pode alterar sucessão no Rio e levantar debates em Goiás

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) anulou na noite de quinta-feira (26) a sessão da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) que havia eleito o deputado Douglas Ruas (PL) como presidente da casa. A decisão judicial suspende os efeitos daquela sessão, impedindo que Ruas assuma a presidência e, pela linha sucessória estadual, não se torne governador em exercício. A eleição havia ocorrido na tarde do mesmo dia e agora será necessária uma nova votação.

A anulação foi determinada pelo TJRJ após questionamentos sobre a legalidade da sessão, que foi convocada e realizada em caráter de urgência. A presidência da Alerj é crucial porque, além de comandar os trabalhos legislativos, o titular assume o governo do estado em ausências do governador e do vice. Com a eleição anulada, a sucessão permanece indefinida até que uma nova sessão seja realizada e validada.

Segundo o G1, a sessão anulada contou com a presença de parte dos deputados e foi marcada por discussões acirradas, com a oposição acusando falta de transparência. A decisão do tribunal cria um vácuo de poder temporário na assembleia e gera incerteza sobre quem assumirá a linha sucessória nos próximos dias.

Casos semelhantes de anulação de eleições em assembleias legislativas são raros, mas acontecem em contextos de crise política ou disputas internas. No Rio, a situação se agrava porque o governador Cláudio Castro (PL) enfrenta um processo de impeachment na assembleia, o que torna a definição da presidência ainda mais sensível.

Em Goiás, a Assembleia Legislativa (Alego) também detém a função de definir a linha sucessória para o governo estadual, uma prerrogativa que ganha destaque em momentos de transição ou instabilidade política. A anulação no Rio serve como exemplo para os goianos sobre a importância de seguir rigorosamente os ritos legais em eleições internas, evitando judicializações que possam paralisar o funcionamento da casa.

A decisão do TJRJ reforça a necessidade de clareza nos procedimentos das assembleias e pode pressionar por mudanças nos regimentos internos. Para Goiás, o episódio destaca a relevância de uma sucessão ordenada para a estabilidade do executivo estadual.

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