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Anápolis

Anápolis recebe festival de metal extremo em cidade de forte tradição religiosa

Evento 'A Noite do Diabo' reuniu fãs de black e death metal no Black Sabbar Music Bar em setembro de 2025

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Redação Biscoitei
08 de agosto de 2026, 16:30 2 min de leitura
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Anápolis recebe festival de metal extremo em cidade de forte tradição religiosa
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A cidade de Anápolis, reconhecida pelo perfil conservador e pela forte presença de instituições religiosas, sediou em setembro de 2025 o festival 'A Noite do Diabo', dedicado aos subgêneros mais extremos do heavy metal. A programação ocorreu no Black Sabbar Music Bar e atraiu público de diversas cidades do Centro-Oeste.

O contraste entre a identidade cultural do município e a estética do evento foi destacado na época pela Tribuna do Planalto, que noticiou a realização do show como um marco de diversidade na cena cultural local. A casa de shows, já conhecida por abrir espaço para bandas autorais e tributos, recebeu atrações voltadas ao black metal e ao death metal, estilos marcados por temáticas occultistas e sonoridade agressiva.

Organizadores relataram que a venda de ingressos superou as expectativas iniciais, com caravanas vindas de Goiânia, Brasília e municípios goianos do entorno. A lotação do espaço demonstrou a existência de um público fiel ao metal extremo na região, ainda que pouco visível no circuito comercial convencional.

A realização do festival ocorreu sem incidentes registrados pela polícia ou pelos bombeiros. O alvará de funcionamento foi emitido normalmente pela prefeitura, e a casa cumpriu as exigências de segurança, capacidade máxima e isolamento acústico previstas na legislação municipal.

Para frequentadores habituais do Black Sabbar, a noite representou a consolidação de um calendário que já incluía noites temáticas de thrash, doom e heavy metal tradicional. A inclusão de bandas com temática satânica explícita, contudo, foi a primeira de grande porte no município.

A ocorrência do festival em Anápolis ilustra a convivência entre diferentes expressões culturais no interior goiano, onde espaços alternativos seguem abrindo portas para públicos que não encontram representação na programação mainstream.

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