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Brasil

Amapá lidera ranking de violência pelo 2º ano e registra salto de 347% em feminicídios

Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 aponta estado como o mais letal do país; alta nos crimes contra mulheres é a maior do território nacional

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Redação Biscoitei
23 de julho de 2026, 18:30 2 min de leitura
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Amapá lidera ranking de violência pelo 2º ano e registra salto de 347% em feminicídios
Foto: Reprodução/og:image

O Amapá foi classificado, pelo segundo ano seguido, como a unidade da federação com os piores indicadores de violência do Brasil. O diagnóstico consta no Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, que revela um aumento de 347% nos casos de feminicídio no estado ao longo de 2025 — a maior variação positiva registrada entre todos os estados.

Além do avanço brutal nos crimes de gênero, o Amapá ocupa a primeira posição nacional em letalidade policial, indicador que mede mortes decorrentes de intervenção de agentes de segurança. Os números foram compilados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e divulgados em reportagem do G1.

A escalada acende alerta no governo federal, que vê na combinação de violência doméstica extrema e letalidade policial um padrão que exige resposta coordenada entre União e estados. Especialistas ouvidos pelo anuário associam o cenário à fragilidade de redes de proteção a mulheres e à ausência de protocolos rígidos de uso da força.

No Centro-Oeste, Goiás apresenta taxas de feminicídio e letalidade policial inferiores às do Amapá, mas ainda acima da média nacional. Gestores de segurança da região acompanham o caso paraense como referência de como a desarticulação entre polícias, Ministério Público e assistência social pode acelerar a deterioração de indicadores.

O anuário aponta ainda que, enquanto o Amapá concentra a pior performance, a média nacional de feminicídios recuou ligeiramente no mesmo período, o que torna o caso do estado um desvio estatístico que demanda investigação específica sobre causas locais — da dinâmica do crime organizado à capacidade de investigação da polícia judiciária.

O relatório expõe a urgência de políticas integradas que ataquem simultaneamente a violência de gênero e o uso letal da força estatal, sob pena de o padrão se replicar em outras unidades da federação.

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