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Brasil

Alunos viram figurinhas da Copa: projeto de arte e tecnologia inspira Goiânia

Professor de Ribeirão Preto transformou 120 estudantes em colecionáveis digitais; iniciativa pode ser replicada em escolas públicas goianas

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Redação Biscoitei
05 de julho de 2026, 06:26 2 min de leitura
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Alunos viram figurinhas da Copa: projeto de arte e tecnologia inspira Goiânia
Foto: Reprodução/og:image

Em Ribeirão Preto, SP, 120 alunos do 4º e 5º anos da Escola Municipal Professor João Batista se tornaram figurinhas da Copa do Mundo por meio de um projeto pedagógico que une arte, tecnologia e identidade. Cada estudante criou um autorretrato e um uniforme personalizado, que foram digitalizados e integrados a um app educacional, gerando engajamento e reconhecimento nas redes sociais da rede municipal.

O projeto, desenvolvido entre março e maio de 2024, foi idealizado pelo professor de Arte Lucas Silva, que buscou superar a falta de recursos tradicionais com criatividade. Os alunos não apenas desenharam seus próprios personagens, mas também aprenderam sobre cultura, história do futebol e noções básicas de design digital. As figurinhas foram expostas em um mural da escola e disponibilizadas em plataforma online, permitindo que famílias e comunidade interagissem com o trabalho dos estudantes.

Segundo o G1, a iniciativa contou com parceria de uma empresa local de tecnologia educacional, que cedeu ferramentas digitais gratuitamente, demonstrando como colaborações público-privadas podem impulsionar a inovação sem grandes investimentos. A ação foi elogiada pela Secretaria Municipal de Educação de Ribeirão Preto como exemplo de ensino híbrido e inclusivo, que valoriza a expressão individual e o senso de pertencimento.

Embora o projeto tenha surgido em São Paulo, ele reflete uma tendência crescente em escolas públicas brasileiras de usar arte e tecnologia como eixos de aprendizagem significativa. Em regiões com menor acesso a laboratórios digitais, como muitas em Goiás, esse modelo mostra que basta vontade pedagógica e uso criativo de smartphones e tablets já disponíveis nas salas de aula para gerar impacto.

Em Goiânia, onde escolas municipais enfrentam desafios de infraestrutura e recursos limitados, o modelo de Ribeirão Preto oferece um caminho viável: não é preciso investir em equipamentos caros, mas sim em formação docente e incentivo à autonomia dos alunos. Professores da rede pública local já demonstram interesse em adaptar iniciativas semelhantes, especialmente em projetos interdisciplinares que unem arte, história e tecnologia.

A transformação de alunos em figurinhas da Copa não é só um jogo de imagens — é um ato pedagógico que valoriza a criança como protagonista. Em Goiânia, essa ideia pode ser um ponto de partida para reimaginar a educação pública com mais criatividade e menos recursos.

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