Estudantes da comunidade Santa Maria do Tapará, em Santarém (PA), percorrem diariamente lama e atravessam o rio para chegar à escola. A jornada inclui uma caminhada até o porto, embarque em barco e cerca de uma hora de navegação. O trajeto difícil foi registrado em vídeo divulgado pelo G1 Santarém e Região.
Geisiane Sabrina, de 16 anos, e colegas partem todas as manhãs da comunidade Santa Maria do Tapará, situada na várzea de Santarém, para a escola do município. Primeiro caminham até o pequeno porto local, onde embarcam em embarcações de madeira. O trajeto fluvial dura cerca de uma hora, durante o qual precisam atravessar áreas de lama que se formam nas margens do rio. Ao chegar, os estudantes ainda precisam percorrer mais alguns metros até as salas de aula.
O percurso difícil foi registrado em vídeo divulgado pelo G1 Santarém e Região, que circula nas redes sociais. A filmagem mostra crianças submersas na água ao atravessar o rio e lutando contra o barro para subir a bordo. Essa condição compromete a pontualidade e a permanência dos alunos nas aulas, aumentando o risco de evasão escolar. Educadores da região apontam que a falta de infraestrutura de transporte é um obstáculo constante.
Comunidades ribeirinhas do Pará costumam depender de vias fluviais para acessar serviços essenciais, incluindo a educação. Historicamente, a escassez de pontes e estradas pavimentadas dificulta a mobilidade nas áreas de várzea, sobretudo durante a estação das chuvas. Projetos governamentais têm buscado melhorar o acesso, porém as obras avançam lentamente. Enquanto isso, famílias como a de Geisiane continuam a enfrentar trajetos exaustivos.
Situações semelhantes são relatadas em comunidades rurais de Goiás, onde estudantes de assentamentos também precisam atravessar rios e percorrer estradas enlameadas para chegar às escolas. O paralelo evidencia que a deficiência de infraestrutura de transporte afeta a educação em diversas regiões do Brasil. Esses desafios reforçam a necessidade de políticas públicas que priorizem a construção de pontes e o transporte escolar adequado.
A realidade de Geisiane Sabrina evidencia como a falta de infraestrutura pode comprometer o direito à educação. Investimentos em transporte e infraestrutura são fundamentais para garantir a frequência escolar nas áreas ribeirinhas.