O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo federal seguirá negociando com os Estados Unidos e classificou a tarifa de 12,5% sobre determinados produtos como injusta e descabida. A medida foi anunciada pelos americanos como forma de combater trabalho forçado em cadeias de suprimento internacionais.
Em declaração a jornalistas, Alckmin reforçou que o canal de diálogo deve permanecer aberto apesar da barreira comercial imposta pela gestão americana. A tarifa atinge itens específicos e foi justificada pelos EUA com base em suspeitas de práticas irregulares nas cadeias produtivas globais.
Segundo reportagem do G1, o vice-presidente evitou antecipar medidas de retaliação e preferiu apostar na via diplomática para resolver o impasse. A postura sinaliza que o Planalto busca evitar escalada em um momento de sensibilidade nas relações bilaterais.
A taxação americana insere-se em uma estratégia mais ampla de Washington para pressionar parceiros comerciais a adotarem padrões mais rigorosos de fiscalização trabalhista. O Brasil figura entre os países monitorados, o que torna o tema sensível para exportadores de commodities e manufaturados.
A manutenção das negociações indica que o governo prioriza a estabilidade da pauta comercial com os Estados Unidos, principal destino de produtos brasileiros de alto valor agregado.