Agricultores do Sertão brasileiro adotam sistemas agroflorestais que unem agroecologia e recaatingamento para produzir alimentos sem degradar a Caatinga nativa. A experiência da agricultora Lucineide Ferraz, de 49 anos, ilustra a mudança: ela acorda antes das 5h para contemplar a paisagem recuperada e manifesta preocupação com o avanço do desmatamento na região.
O modelo mantém a produtividade agrícola ao mesmo tempo em que protege a biodiversidade e o clima local, segundo reportagem do G1. As famílias integram espécies nativas da Caatinga aos cultivos, criando corredores ecológicos que favorecem a regeneração natural do bioma.
Lucineide Ferraz relata que a rotina na propriedade mudou depois da adoção do sistema. A agricultora destaca a volta de pássaros e a melhora na qualidade do solo como sinais visíveis da recuperação, mas alerta que o desmatamento em áreas vizinhas ainda ameaça o equilíbrio conquistado.
A iniciativa foi registrada em imagens de Ezequiel Quirino para a TV Globo, mostrando áreas onde a vegetação nativa convive com hortaliças, frutas e criações de pequeno porte. O recaatingamento — processo de recomposição da Caatinga — funciona como base para a segurança hídrica e alimentar das comunidades envolvidas.
A prática demonstra que produção de alimentos e conservação ambiental podem caminhar juntas no semiárido, oferecendo um caminho viável para outras regiões com desafios climáticos semelhantes.