Após um recorde de atropelamentos de tartarugas marinhas no litoral do Espírito Santo durante o verão de 2026, o Instituto Tamar intensificou o uso de acupuntura para tratar os animais feridos. A técnica, aplicada por veterinários especializados, visa acelerar a recuperação e aliviar dores, segundo o G1.
O aumento significativo de atropelamentos, conforme dados da Secretaria de Meio Ambiente do Espírito Santo (SEMA/ES), é atribuído ao crescimento do tráfego de embarcações turísticas nas áreas de desova e alimentação das tartarugas. A maioria das vítimas são tartarugas-de-pente, que chegam ao centro de reabilitação com fraturas e cortes.
O tratamento com acupuntura tem mostrado eficácia na redução da inflamação e na promoção da cicatrização, permitindo que os animais retornem ao mar mais rapidamente. Esta abordagem inovadora destaca a importância de integrar técnicas de medicina alternativa na conservação da fauna marinha.
A experiência do Espírito Santo pode servir de exemplo para outras regiões do Brasil, como o Centro-Oeste, onde universidades e clínicas veterinárias já desenvolvem pesquisas em medicina alternativa animal. A conscientização e fiscalização são essenciais para proteger essas espécies migratórias, que desempenham um papel crucial no equilíbrio dos ecossistemas marinhos.
O recorde de atropelamentos é um alerta para a necessidade urgente de medidas de segurança e campanhas educativas junto a marinheiros e turistas, conforme enfatiza a SEMA/ES. A proteção das tartarugas marinhas é vital para a saúde dos recifes de coral e o controle de populações de ouriços-do-mar.