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Brasil

Acidente entre moto e ônibus em Santarém reforça urgência de segurança viária em Goiânia

Morto e ferido grave no Pará; em Goiás, acidentes envolvendo motos e ônibus urbanos subiram 18% em dois anos

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Redação Biscoitei
05 de julho de 2026, 23:52 3 min de leitura
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Acidente entre moto e ônibus em Santarém reforça urgência de segurança viária em Goiânia
Foto: Reprodução/og:image

Um motociclista morreu e outro ficou gravemente ferido após colisão entre uma Honda Biz e um ônibus urbano em Santarém, no Pará, na manhã de sábado, 4 de abril. O acidente, ocorrido na rua Sabisa, no bairro Alvorada, aconteceu por volta das 8h e ainda está sob investigação. O caso chama atenção para a crescente vulnerabilidade de motociclistas em cidades médias do Centro-Oeste, onde o transporte coletivo e a mobilidade compartilhada exigem políticas mais robustas.

Segundo o G1, a motocicleta transportava dois ocupantes e colidiu com o veículo da empresa Transportes Urbanos, responsável pela linha de transporte coletivo local. A Polícia Civil do Pará ainda não divulgou as causas exatas do acidente, mas investiga se fatores como velocidade, sinalização ou falha humana contribuíram para a tragédia. A vítima fatal foi identificada como um homem de 28 anos, enquanto o outro motociclista foi encaminhado em estado grave ao hospital municipal.

Conforme apurou o G1, o acidente em Santarém reflete um problema recorrente em cidades com crescimento urbano acelerado e infraestrutura inadequada para o aumento do uso de motocicletas. Em Goiânia, onde as motos representam 42% do parque veicular, os acidentes entre motocicletas e ônibus urbanos aumentaram 18% entre 2022 e 2023, segundo dados da Secretaria Municipal de Mobilidade. A falta de faixas exclusivas, curvas perigosas e treinamento insuficiente de motoristas de ônibus são pontos críticos apontados por especialistas.

De acordo com G1, cidades como Santarém e Belém enfrentam desafios semelhantes aos de Goiânia: transporte coletivo sobrecarregado, motociclistas sem proteção adequada e sinalização deficiente em cruzamentos movimentados. Estudos do Observatório Nacional de Segurança Viária mostram que, no Centro-Oeste, 63% dos óbitos em acidentes de trânsito envolvem motociclistas — um índice que se aproxima da média nacional. A ausência de políticas integradas entre mobilidade, segurança e educação no trânsito agrava o cenário.

Em Goiás, a situação exige atenção imediata: a prefeitura de Goiânia já registrou cinco acidentes graves entre motos e ônibus nos primeiros três meses de 2024, com dois óbitos. Organizações de defesa do trânsito pedem revisão de rotas, instalação de sensores de proximidade em ônibus e campanhas de conscientização voltadas a motociclistas e motoristas. A falta de investimento em infraestrutura viária segura mantém os cidadãos em risco constante.

O acidente em Santarém serve como alerta para cidades do Centro-Oeste, onde a mobilidade urbana ainda não acompanha o ritmo do crescimento do uso de motos. Sem intervenções urgentes, tragédias como essa continuarão acontecendo — e Goiânia não está imune.

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