O número de registros de abandono de pessoa incapacitada em Goiás subiu 30,1% na comparação com o período anterior, segundo levantamento das autoridades de segurança pública do estado. O aumento sinaliza intensificação da violação de direitos de grupos vulneráveis.
A informação foi divulgada em reportagem do jornal O Popular, com base em dados da Secretaria de Segurança Pública de Goiás. O levantamento considera ocorrências comunicadas às polícias Civil e Militar, mas não especifica o intervalo exato da comparação nem o total absoluto de casos.
O crime de abandono de incapaz está previsto no artigo 133 do Código Penal e prevê pena de detenção de seis meses a três anos. A tipificação abrange deixar pessoa idosa, enferma ou com deficiência mental sem amparo, bem como não solicitar socorro de autoridade pública quando necessário.
O Tribunal de Justiça de Goiás e o Ministério da Justiça e Segurança Pública também integram as fontes consultadas para contextualizar o dado. A alta nas comunicações pode refletir tanto crescimento real das violações quanto maior disposição para denunciar, fenômeno observado em outros indicadores de violência doméstica e contra vulneráveis.
A rede de proteção envolve conselhos tutelares, centros de referência de assistência social (Creas) e a Polícia Civil, que apura os inquéritos. Especialistas ouvidos pela imprensa local apontam que a subnotificação ainda é alta, já que muitos casos ocorrem no ambiente familiar e dependem de denúncia de terceiros ou de abordagem de equipes de saúde.
O aumento nos registros exige atenção dos órgãos de fiscalização e de assistência social para ampliar canais de denúncia e garantir acolhimento às vítimas.