Em outubro de 2026, a empresa Lucy divulgou os resultados de uma pesquisa envolvendo 1.242 homens que responderam ao aplicativo da companhia. O levantamento mostrou que 41% dos participantes apresentam simultaneamente ejaculação precoce e disfunção erétil. A descoberta destaca a prevalência combinada dessas condições na saúde sexual masculina brasileira.
A pesquisa, conduzida pela Lucy, utilizou um questionário online disponibilizado em seu aplicativo e contou com a participação voluntária de 1.242 homens adultos de diferentes regiões do país. Os dados apontam que quase metade dos respondentes sofre simultaneamente das duas disfunções, indicando uma relação mais frequente do que se imaginava. O estudo foi apresentado em exclusividade ao portal Gshow, que repassou as informações ao Globo.
Segundo reportagem do Globo, a alta taxa de co-ocorrência pode elevar a demanda por serviços de saúde sexual, especialmente em clínicas que ainda não oferecem terapia cognitivo-comportamental como abordagem padrão. Profissionais de saúde precisarão ampliar seus conhecimentos para atender a esse público de forma eficaz, o que pode gerar maior investimento em capacitação e em programas de tratamento integrados.
O Ministério da Saúde já registrava casos individuais de ejaculação precoce e de disfunção erétil, mas não havia estimativa nacional da prevalência conjunta. Essa nova evidência sugere que a combinação das duas condições pode ser mais comum, exigindo atenção específica nas políticas públicas de saúde sexual.
Em Goiânia, a oferta de especialistas treinados em terapia cognitivo-comportamental ainda é limitada, o que pode dificultar o acesso de pacientes que necessitam de tratamento combinado. Autoridades locais reconhecem a necessidade de ampliar a formação de profissionais para atender a crescente demanda revelada por pesquisas nacionais.
A divulgação dos resultados reforça a urgência de ampliar a capacitação de profissionais e de integrar abordagens terapêuticas para melhorar a qualidade de vida dos homens afetados.