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Goiânia

1.612 vagas de saúde em Goiânia permanecem vazias e comprometem atendimento básico

Falta de médicos e enfermeiros aumenta filas e sobrecarga em unidades da Atenção Básica, especialmente nas regiões Norte e Leste

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Redação Biscoitei
10 de julho de 2026, 23:45 2 min de leitura
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1.612 vagas de saúde em Goiânia permanecem vazias e comprometem atendimento básico
Roy Serafin

Goiânia enfrenta 1.612 cargos vagos na Secretaria Municipal de Saúde, sendo 847 voltados a profissionais de saúde, o que compromete o atendimento nas unidades básicas e emergências. A escassez de pessoal afeta diretamente a população que depende da Atenção Básica, onde 70% dos moradores buscam cuidados de saúde.

A falta de profissionais resulta em jornadas de trabalho exaustivas para os servidores já ativos e em longas filas para consultas e exames. Unidades na região Norte, como a UBS do Setor Jardim das Americas, relatam atendimento limitado a apenas três médicos para uma população estimada em mais de 50 mil habitantes. A situação é agravada pela ausência de técnicos em enfermagem e auxiliares, que são essenciais para o fluxo diário de atendimentos.

Segundo o Google News Goiânia, a gestão municipal reconhece o déficit e afirma que processos de contratação estão em andamento, mas enfrentam entraves burocráticos e restrições orçamentárias. O Tribunal de Contas do Município já alertou sobre riscos de inadimplência em contratos e atrasos na abertura de editais públicos, que impedem a efetivação de novos servidores mesmo quando aprovados em concursos.

O problema não é novo: desde 2020, o número de vagas não preenchidas na saúde pública de Goiânia cresceu mais de 40%, segundo dados do Portal da Transparência. O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde de Goiânia (Sintesg) aponta que a alta rotatividade e a baixa remuneração relativa ao setor privado desestimulam a permanência dos profissionais, especialmente nas áreas mais distantes do centro da cidade.

Nos bairros da região Leste, como Vila Nova e Jardim Guanabara, moradores relatam esperar até 15 dias para uma consulta de rotina e enfrentar turnos de 12 horas nas emergências. A sobrecarga impacta diretamente a prevenção de doenças crônicas, já que a Atenção Básica é o primeiro e principal ponto de acesso ao sistema público. A falta de profissionais também reduz a capacidade de acompanhamento de gestantes, diabéticos e hipertensos.

A escassez de profissionais de saúde em Goiânia não é apenas um problema administrativo, mas uma crise de acesso à saúde que afeta diretamente a qualidade de vida da população. Sem solução urgente, o sistema de Atenção Básica corre o risco de colapsar nas regiões mais populosas da cidade.

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